JULIE AND THE PHANTOMS: A VERSÃO NORTE AMERICANA
Preciso falar sobre esse novo seriado da Netflix, lançado em
10 de Setembro desse mesmo ano de 2020. Para quem não se lembra de Julie e os
Fantasmas, a série brasileira transmitida pela emissora Nickelodeon, a nova
aposta da Netflix a teve como inspiração.
Julie é uma adolescente que perdeu sua mãe musicista há
pouco tempo. Junto a ela, foi-se a vontade da jovem de cantar, compor e tocar
piano. Ela fazia tudo com a sua mãe.
Por alguma ligação ainda não desenvolvida completamente na
primeira temporada, uma boy band com integrantes de 17 anos, que teve como causa da morte uma contaminação alimentar, consegue aparecer para
Julie, na garagem em que eles ensaiavam ainda quando eram vivos e a mesma pertecente à casa em
que a garota mora. Era o stúdio de sua mãe.
O interessante é que eles podem aparecer para os corpóreos, só
que com um porém: Apenas quando tocam com Julie. Logo, convencem a garota a
formarem uma banda (daí vem o nome da série).
O desenrolar é um misto de comédia, drama e pequenas portas
abertas de romances. É um seriado que à princípio considerei um pouco infantil
no falar, na atuação — não se se isso se dá pelo fato de serem novos no ramo —,
mas que me conquistou aos pouquinhos ao longo dos nove episódios de trinta minutos.
É o verdadeiro significado de “não julgue pela capa”, porque
nossa... é exatamente assim como eu posso descrever! Possui ensinamentos tais
como a paixão pela música, que é o que move a boy band e os faz querer arriscar
tudo; sobre a perda de familiares e como é doloroso partir dessa vida sem ter
tido um último momento em paz com àqueles que deixou na terra; fala sobre
fidelidade, amizade, consideração e alianças; retrata a ganância pelo poder e
fama e, garanto, com toda a proposta de um certo fantasma poderoso, você se vê
em um cenário provável de aceitar toda essa fonte de fortuna infinita.
Fala também sobre deixar
ir, mesmo que não corresponda às suas vontades. Por amor, é o que se faz. E eu não falo só sobre o amor romântico, eu digo na amizade também.
E tudo de modo muito, muito, muito leve.
E nossa, mexeu muito comigo a química entre Julie e um dos
garotos da banda. É uma coisa como “ao mesmo tempo que você está longe, você
está perto”. Isso porque os fantasmas atravessam o corpo do vivo e, por isso,
ela e esse adolescente de voz incrível tiveram momentos que deixaram a desejar.
Bom, pelo menos, o último episódio deu a entender que eles terão momentos mais
reais, de toque, em uma próxima temporada.
Quero ressaltar principalmente os arrepios incansáveis que
senti com a voz de Luke, de Julie, e surpreendentemente de Luke e Reggie que só
apareceram cantando no final. Terminei ontem (13/12/20) e hoje a única coisa
que faço é reproduzir os clipes, reviver aqueles momentos em que eles
compartilharam suas profundidades e vozes comigo e com outros telespectadores.
A última série que assisti com um teor musical, romântico, dramático e engraçado foi Violetta, da Disney. Há muito tempo eu não sentia ¼ do que sentia assistindo Violetta (para séries do tipo).
Thank you,
Julie and The Phantoms, I dedicate all my heart and ears.
Bem, é isso.
Até o próximo post!


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