RESENHA DO FILME: TUDO E TODAS AS COISAS

 


 A trama tem seu início com o relato bem explicativo da protagonista, Maddy, acerca da doença que a incapacita de estar no meio social, que a retira das vivências costumeiras de adolescentes. Que lhe tira o direito de não se preocupar com os mínimos detalhes sem que isso lhe custe a vida. A doença qual estou falando é a síndrome de imunodeficiência combinada grave (SCID). É caracterizada por uma alteração no sistema imune, em que os anticorpos se encontram em níveis baixos e os linfócitos se apresentam baixos ou ausentes, tornando o organismo incapaz de se proteger.

A garota que logo completa 18 anos nos primeiros minutos, seria uma grande líder de clubes de livro, oradora da turma, representante de classe, provavelmente nomeada a mais inteligente de todo o colégio, fora que ela é uma grande influenciadora no ramo literário, como o blog de resenhas que ela tem. Mas a doença a limitou na prática e a deixou vivendo na imaginação (menos a parte de influenciadora, isso dá pra fazer através da telinha). Maddy daria uma ótima arquiteta também. Talvez, a única vantagem que consigo enxergar diante de todo esse aprisionamento decorrente das exigências de precaução da doença, é que a protagonista desenvolveu habilidades que nós geralmente não desenvolvemos nos vários anos estudantis. Pelo menos aqui no Brasil, ficamos presos demais às histórias que consolidaram a cultura, sociedade e economia dos países estrangeiros (percebe? não focamos no nosso próprio país) e acabamos por tomar nossos aprendizados escolares como obrigações, instrumentos para passarmos em vestibulares futuros.

Então, Maddy Whittier conhece Olly Bright. Seu novo vizinho, de sorriso de lado, o estilo todo preto que o acompanha, em contraste com as 100 camisas brancas do guarda roupa de Maddy. Logo você perceberá uma evolução quanto à tonalidade das roupas. Ao passo em que eles vão se conhecendo, a vida de Maddy ganha um novo sentido. Não, não é brega pensar dessa forma. Ela realmente passa a se questionar sobre a sua condição de modo que passa a enfrentar. Aos pouquinhos muda para o azul, amarelo, um pouco do alaranjado. Sem querer dar muitos spoilers, mas, no final quando ambos estão em Nova York, ele está vestido de branco depois de todo o filme ter vestido apenas preto. Se pergunte: Isso revela a mudança de suas emoções?

Certamente. Olly expôs sobre os problemas com o pai, agressivo com a mãe, um péssimo homem para os filhos e como marido. Durante a trama o pai e filho até saem na porrada. Então, na calada da noite, depois de uma série de acontecimentos que não direi porque quero que você tenha surpresas ao assistir, ele retorna para NY com as duas mulheres que jurou em seu coração proteger. *Agora você pode recordar dos momentos em que decidiu a roupa do dia inconscientemente moldada pelas suas dores ou felicidades. *

De volta ao ponto onde minha mente estava — percebe-se que segui a ordem cronológica do meu pensamento —, a trama tem uma reviravolta nos últimos trinta minutos, quase. Maddy descobre algo sobre a SCID e sua mãe. Isso mudou o rumo do filme de uma forma que eu não sabia que era possível. Fiquei acho que, o restante do filme boquiaberta, falando copiosamente coisas como “Não, não acredito”. E supliquei em meus pensamentos que houvesse uma segunda parte desse filme.

Você precisará assistir para descobrir.

Assim, no final das contas, o filme é uma lição de vida sobre o amor, esperança e entrega (me lembra muito A Cinco Passos de Você; logo mais farei uma resenha sobre essa excelente produção).

 Bem, é isso.

 Até o próximo post!



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